EXÍLIO

Durante o inverno habitei a cidade mais alta,
joguei às mentiras com estranhos olhares cativantes.
Agora regressei à terra, dos donos da lei
e de todos os outros, aqueles que a negavam também!
Companheiros, tatuámos a dor como um troféu,
somos os caçadores da velha angústia.
Quem entre nós sabe o caminho não quer nunca mais voltar,
baixámos os braços cedo demais!
As palavras bonitas existem nos livros, no sonho via-as a todas,
hoje entrei pela porta e ninguém me saudou…
Os meus olhos viram a beleza, num delírio que nunca existiu.

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