OS PIRATAS

Seguimos ao fundo do momento,
bem onde nunca há estações
e a primavera é um engodo.
Sobre as cabeças dos piratas,
o labirinto do fauno
acorrentou os homens de bem!

Sossegou a madrugada, contra a manhã
o relógio pisou o desejo
e a janela abriu-se. Sobre a praça
as filhas fugiram descalças
enroladas em lencois
e o esquecimento, repetiu-se
em voz baixa, como um segredo!

Vamos sair, ficámos junto da árvore.
Quando combinámos,
a tarde ainda não ia a meio…
Não podes adivinhar
mas agora vamos apanhar-te
corre, não vais descobrir nada
se não caires, anda connosco
soubemos tudo o que contámos.

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