MADRUGADA

Permanecem voláteis, os dedos da resposta!
Abri caminhos que não foram descobertos
e andar em frente conduz-me ao teu leito.

Quis escrever as coisas do livro,
disseram-me que mais um pouco
pode levar à clareira da floresta.

Um passo atrás permanece
como um dom que obedece ao desejo,
perseguem-se serpentes
com a mesma coragem
com que destroçámos os beijos.

Nas sombras, o trono continua vazio,
riscaram o nome da amada que partiu.
Apenas verde e paisagem, o sabor.
Que será da madrugada
quando nos vier surpreender?

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