APÓS

Alguém que comece o que acabámos!
Que mais foi feito da madrugada?
A serpente passou por aqui
antes que as horas fossem já tarde.
E os teus lençóis eram quentes,
como os teus desejos mais sombrios.
Agora só um suave silvo no ar
lamenta a desordem que reinou depois,
As vozes morderam a inocência,
não posso correr riscos,
não quero que me compreendas.
Cai a minha mão, a tua já arrefeceu.
Foi o final da tarde que te sorriu
e tu seguiste a serpente sem nada temer,
gostava de rastejar também
trazer-te dessa pequena loucura!

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