ABRIL

Como se nada
tivesse feito sentido.
Nem as canções
largado o sinal de partida,
nem as gargantas
pelejado dizeres.
Nem o tempo
passado
sem darmos conta.

Como se aceitássemos
que agora,
ainda a Primavera vai a meio
e já nos fazem
engolir Outonos.

Como se Maio tivesse
sido uma promessa
mas nunca tivéssemos
realmente
deixado aquele dia.

Como se a sombra
daquela Azinheira
tivesse adormecido
todos os nossos músculos
e a vontade que foi nossa
de não voltar
a cantar metáforas
saltasse das nossas
meias palavras.

Como se aquele dia
ainda estivesse
à espera.
À nossa espera
E de todos os futuros
que começámos!

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