AS MÃOS DE TODAS AS IDADES

Todas as idades, por exemplo,
num longo e vigilante jogo de cartas!
Em qualquer lado, juntaram o seio,
no abraço demolidor da madrugada.

Há noites que se roubam sem saber como.
A comédia a incendiar a cidade,
perante os olhos assassinos,
juraram lealdades incontornáveis.

Podia ser fácil, mas esconder-se
é mais simples, pensar que nos protegem
e abrir os braços. Ei-los de regresso,
continuam na praça de punho fechado.

 

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