A IGNORÂNCIA QUE SOBROU DO QUE FOMOS

Nuvens pintadas de amarelo
recortam uma figura triste.
Uma queda torna-se proximidade,
como um sonho, sem chão
nem hora para acordar.

O vício da liberdade
abraça o agora, nunca o depois
teve tão pouco interesse…
O passado pesa tanto
como todos os erros cometidos.

Uma pequena melodia que se liberta
dos lábios que a criaram. Um hiato
de existência, mal compreendida.
Quando o Verão chegar, só a ignorância
sobrou de tudo o que fomos.

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