NU

Num repente um passo
e depois outro
e ainda outro
e o deambular.

O caminho
a abrir-se à invenção
e ao engenho,
o enfeitar do pó.

Mais das pedras
nas carícias
que fazem o nu dos pés.
Ainda assim
prometem
aquilo que um lesto olhar
pode querer de seu.

Como se por espinhos fingidos
se reclamasse
da magia…
e o amor
se pudesse explicar.

O caminho
daquele que possa dizer de seu.
Desvendar-se
dos desenganos
e outorgar-se de propriedade.
Guiar aqueles
que se procuram é uma tarefa
para mais tarde.

A busca segue,
não tarda muito
os amantes
estão atrasados.
Não há espaço
para desculpas,
o amor vai
de fugida.
Fora de horas
aguarda o sinal.

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