MENINICES

Era um costume ridículo.
Um arrojado exercício de amor-próprio
aquele que me perdia; e pensar
qual o tempo que  teria de existir
para o haver que obtemos na idade.

Dívidas que se transmutam
e respiram pontuações
interrogativas, ou interrogatórios
que asfixiam o pouco de fé
em sistemas que nos desgovernem.
Banalidades assumidas
e sorrisos hipócritas.
Um legado de fantasia, que só bebemos
na meninice.

Sentidos por desobedecer,
inócuos do amor que se perdeu
no conhecimento que não é nosso.
Uma pergunta que nos faz cócegas
numa parte inominável do nosso corpo.
Educação, ou falta dela
e muitas mais dúvidas por desvendar!

Um amealhar de ingenuidade,
um desenho com um mapa,
autores como velhos
que ainda moram no Restelo
e parvoíces que pagam juros.
A quota da inocência é um desdito
um fingir de lágrimas sem doer.
Afinal a verdade pesa tanto
como o dia em que juraste fidelidade.
Os amantes que te fizeram senhor
que procurem outras ruelas
e qualquer parecença com crédito
apenas soa a vómitos de refeições roubadas.

Olhares de crianças não fazem manchetes,
só o escarlate inibirá os governantes
e aqueles que falam.
E mais não haverá,
apenas aquilo que levará à perdição
dos poucos sonhos que se combinou,
poderíamos inventar sem carecer
de mãos no ar!

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