PRESENTE

Não tenho nada
para te dar.
Uma mão cheia
de intenções
e a conversa
ao desbarato
de quem enche balões
com suspiros
de amores
adolescentes.

Não tenho nada
para te dar.
É fácil
vender histórias
se não lhes conhecermos
sequer o cheiro
que as tornam
humanas.
Como quem faz
por oferecer
aquilo que não pode ter.

Se eu pudesse
encher um sonho,
era o primeiro
a dar-lhe as cores
e mais a mão
para mostrar
da segurança.
Não sei
que posso eu
descobrir.
Assustam-me
facilmente
com recordações.
Um bom momento,
só o é realmente
quando existir
no já passou!
E fica o medo
de lhe perder o nome.

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